quarta-feira, 18 de setembro de 2013


A vida queimava devagar
Enrolada com perfeição
Nas entranhas de um baseado,
Os olhos enxergavam turvos
O rio caudaloso e sujo
D’uma cidade provinciana...
A morte veio súbita e fria
Através das espirais
Do fio do telefone,
Tudo enevoado
Tudo sem sentido óbvio
Os joelhos rotos sobre o chão
A face trêmula
A boca sem balbuciar uma palavra...
Gritos silenciosos, batidas na porta
A cama totalmente percorrida
Ele acordou do sonho
E materializou em poesia.


Dai Pinheiro


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