Caminhávamos distantes...
Eu e meu cigarro
Perdidos na noite profana
Irritando os nobres ares
Entorpecidos na angústia.
O debater das cinzas formadas
Nos dedos trêmulos queimados
Pela suavidade de mais um trago,
Nobres venenos gustativos
Sedativos mentais, nocivos...
Olhares e sensações
Envaidecidos na loucura
Compondo a máscara das insanidades
Observada com horror frustrante
Pelos não adeptos do hábito.
Chega-se o fim!
O filtro, o fogo a última fumaça...
O companheiro se despede ao chão
Saltando da mão fria em despedida
Apagando-se solitário na calçada.
Dai Pinheiro



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