Certo como o fogo de Hefesto,
Sua bigorna barulhenta
Atingida pelos golpes certeiros
Do martelo frenético em êxtase
Violentando os meus tímpanos
Em um sono que não chegava.
Vagava na cama fria,
Tingindo os lençóis com o suor
Da febre de amor
Do gozo adiado...
O vento assoviava canções
Mas, pareciam sussurros desejosos
D’uma voz distante, difusa...
Eras tu, me convidando em sonho,
Para cear em teu corpo.
Dai Pinheiro


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